Entre os fantasmas que assombram o homem no decorrer de toda sua vida, a certeza da morte, sem dúvida, é o mais apavorante. Essa tragédia da consciência humana faz parte do capricho divino, na sua divertida arte de distribuir benesses e sacrifícios, segundo a lei das compensações. Entre os seres vivos, presume-se, o homem é o único que sabe que morre. E sabe exatamente porque tem o dom da inteligência, de onde podemos inferir que essa primazia da criação que nos permite ver a vida na sua real nudez entre o bem e o mal, conhecer e embrenhar-se nos mistérios, apreciar e extasiar-se com as belezas do universo, carrega dentro de si, como compensação, as trevas da noite e as inquietações próprias do ente racional. Nada é dado de graça, daí porque inteligência é, simultaneamente, paraíso e inferno. Não há vantagem sem desvantagem e vice-versa.
Se a morte é uma certeza, por que temê-la? A resposta é lógica e, como tal, poderia ensejar calma e fria resignação a esperá-la. Porque ocorre exatamente o contrário? O medo e o desespero, funcionando como preservadores da vida, ignoram o racional, vencido pelo desejo de viver, acontece que o natural desejo de viver, jamais estará dissociado do medo e da morte. Por que? Dúvida do após a morte? Existe vida no além? A morte é o fim? Medo da dor? Algumas mortes são acompanhadas de dor e sofrimento, mas o seu desfecho, num gesto de boas vindas da natureza ou do Criador, é a súbita serenidade. Alguém já observou, a propósito, um morto com o semblante contorcido pela dor? Não é pura serenidade! A natureza é brutal, mas também sabe fazer mimos. É um gesto perfeitamente natural, face a existência dos contrários e das contradições a tudo inerentes.
A vida nos foi dada sem consulta previa. Nascemos sem saber, no entanto, sabemos que morremos. Há quem acredite, como imaginavam os pitagóricos, que a alma, pertencente a outro mundo, precede à vida corporal. Mas onde está a consciência dessa pré-existência? Ela é perdida logo após encadear-se ao corpo? E depois de ver-se livre dele, volta a lembrar-se do seu passado espiritual? O inconcebível é imaginarmos que a nossa eternidade comece a partir desta existência, vez que a eternidade não pode ter começo, nem fim. Partindo desse entendimento, não seria plausível admitirmos que a única eternidade concebível é a eterna sucessão de tudo. É a lei da evolução. E na sua conformidade, cada vida, no mais amplo sentido, tem um ciclo a ser cumprido. Durante esse período, a vida que nos foi dada pelo determinismo, luta com todas as forças para preservar-se. Nessa perene sucessão das coisas, temos o mais extremo encontro entre dois pólos opostos, isto é, a vida que agora vivemos, réplica do eterno passado e eterno futuro, é igual a uma só vida. Como só temos consciência da vida que vivemos, eis a razão da conclusão acima. Tudo isso faz parte das nossas indagações sobre a vida e a morte. Perguntas cujas provas, enclausuradas no supremo mistério, encontram-se nas mãos da inacessível eternidade.
O medo da morte, portanto, explica-se acima de tudo pela incerteza do após a morte. Não em menor intensidade, o medo da dor, nem sempre existente. Acontece que o medo, assim como a coragem, são agentes a serviço da vida. O medo nos faz fugir do perigo e a coragem para enfrentá-lo, quando proporcional a capacidade para fazê-lo. Se não temêssemos a morte, mesmo que despido de lógica, os sofrimentos e desencontros da vida, a todo momento, seriam razão suficiente para dispensar a vida, tornando-se uma espécie de mercadoria de valor pouco significativo. Essa é a malicia da natureza, armando-se por todos os lados, em prol da vida. Vida que, tão zelosamente resguardada, será entregue, cumprida sua caminhada, nos braços da apavorante, ser que faz morado permanente na nossa consciência e, como verme repulsivo e destrutivo, dilui as nossas mais caras pretensões à paz e à felicidade.
Eis a vida e seu curriculum vitae tão triste e desolador incompatível com as nossas mais belas aspirações. Não é estranho que tenhamos de manifestar tanto apego a quem um dia nos abandonará na inconsolável e amarga indiferença? Devíamos desejá-la? Somos apenas parte da engrenagem. Se autônomos fôssemos, seriamos deuses. Nascemos e devemos cumprir, como escravos as cegas determinações do destino. Não é ilógico o medo da morte? Por que? Porque é uma verdade inevitável, a respeito da qual não podemos escapar. Não adianta espernear. Será que é porque sofremos com a incerteza do após a morte? Se ilógico é o medo, a lógica, por sua vez, não consegue nos apaziguar. Maravilhoso e simultaneamente terrível mistério! A vida tem continuidade em outra dimensão? Exalado o último suspiro, de duas, uma: ou estará confirmada, dissipando-se a dúvida, ou, concluído o filme, a consciência passará a um estado de hibernação, mergulhada na mais profunda escuridão de onde um dia retornará, mais uma vez ao infinito, a cumprir o eterno e monótono ciclo da sucessão. CONEXÃO MULHER
Dra. Teresa Cristina Cruz Pereira
Nutricionista – CRN 3431
BELISCAR: APOSENTE ESSE HÁBITO!
Comer alimentos pouco nutritivos e/ou muito calóricos a toda hora é um mau hábito que precisa ser modificado já!!!
O hábito de beliscar pequenas porções de alimentos em vários momentos do dia é prejudicial à saúde. Um dos principais riscos de se comer sem critério a qualquer hora é o ganho de peso, e consequentemente, a obesidade. Você perde a noção da quantidade de calorias que consome.
Junto à obesidade, aumenta-se o risco de hipertensão, diabetes e outros males, pois os alimentos que costumam ficar mais à disposição – e a toda hora – são geralmente aqueles que contêm açúcar, gordura e sódio em excesso.
A maioria das pessoas que gosta de beliscar, é ansiosa e o faz de forma inconsciente, muitas vezes sem nem mesmo sentir fome. Algumas acabam utilizando a comida como válvula de escape, uma forma de avaliar as tensões.
O termo beliscar tem conotação negativa porque significa ingestão de alimentos pouco ou nada nutritivos. A recomendação é fazer de cinco a seis refeições por dia (café da manhã, lanche matutino, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia).
As refeições fracionadas ajudam a controlar a mania de beliscar e evitam que você chegue à mesa de almoço ou do jantar faminto. Seguem algumas dicas:
Avalie sua relação com o alimento. Está comendo porque com fome ou é pura ansiedade?
Troque os alimentos que costuma beliscar por opções mais saudáveis como frutas. Diminua também a quantidade.
Estipule uma meta para combater o “vício”.
A sua saúde agradece!
PTC 80 ANOS DE HISTÓRIA
Carlos Alberto (Garapa)
Nos dias 17 e 18 de Outubro foi realizada uma excelente programação em comemoração aos 80 anos do Penedo Tênis Clube.
Na Sexta-feira à noite, realizou-se a inauguração da galeria de ex-presidentes e beneméritos e o descerramento da placa comemorativa feita pelo ex-presidente Arnaldo Gonçalves na presença de sócios, ex-presidentes e filhos de ex-presidentes. Na ocasião Eduardo Regueira usou da palavra enfatizando o momento histórico a partir do qual a história diretiva do clube passaria a ser registrada em fotos. Logo após, na área externa em frente à piscina, teve início uma confraternização com música ao vivo, ao som do violonista e cantor Paulo Buarque acompanhado pelo percussionista Wilson Miranda que muito agradaram aos presentes, estendendo-se até as primeiras horas do sábado.
Dando continuidade as comemorações, no sábado pela manhã, realizou-se um torneio interno de Tênis onde a equipe B composta pelos seguintes atletas: Márcio Sampaio, João Gustavo Bulhões Lopes, José Américo Pereira Brito, Emanuel Guedes, Humberto Lisboa de Castro e Gilberto Santana, ganhou a taça Dalmo Peixoto, doada pelo seu filho Ricardo Peixoto.
Á noite encerrando as festividades o baile ao som da Banda New Orleans que animou os presentes: associados, visitantes, e penedenses residentes em outras cidades, até as 05 horas do Domingo. A meia noite foi cantado os parabéns acompanhado pela orquestra e a seguir o troféu e medalhas foram entregues aos tenistas vencedores. O baile foi um sucesso, rememorando assim os grandes bailes tradicionais do PTC.
Queremos parabenizar o Grupo SOS PTC pela organização e sucesso do baile que foi muito comentado e elogiado por todos que a ele compareceram.
O Clube está pronto e em novembro estará aberto oferecendo aos seus associados: tênis incluindo escolinha de tênis, piscina, aulas de natação e hidroginástica com o professor Maiula dentre outras atividades.
Quem se interessar em associar-se ao Clube deve entrar em contato com o presidente ou o tesoureiro do Grupo SOS PTC.
Associe-se.