Fábio Andrey -
O PAPEL DA IMPRENSA: DE PRESTADORA DE SERVIÇOS, A SUBSERVIENTE POLÍTICO.
É de suma importância, o papel da imprensa no dia a dia de toda e qualquer sociedade. O trato da notícia, a forma como ela é repassada e o modo como o jornalista emite suas opiniões, tudo isso deve ser analisado de forma que a paixão não se sobreponha à razão.
Claro que cada pessoa da imprensa, seja do rádio, jornal ou televisão, tem sua opinião e sua posição, não sendo preciso mudar pelo simples fato de ser uma pessoa ligada à mídia, porém, ao emitir suas opiniões, seja escrevendo ou usando os microfones, essas pessoas têm que pesar os atos e as conseqüências para – apoiadas em suas paixões – não cometerem injustiças.
A caneta, o microfone, ou até mesmo a câmera de televisão, são armas perigosas, e o mau uso pode desencadear várias reações nas pessoas, principalmente aquelas desprovidas de um nível razoável de cultura, onde na maioria das vezes agem pela emoção, apoiadas por estímulos daquelas pessoas sem responsabilidade que “plantam” estórias, fatos, situações, com o simples prazer de “ver o circo pegar fogo” e servir a seus patrões.
A gritante falta de responsabilidade dessas pessoas que tem essas armas em mãos e usam de acordo com sua emoção e paixão, ou sua precisão financeira, poderá fazer vítimas fatais. Vítimas essas do baixo grau de entendimento e das “venenosas” opiniões que machucam, ferem o seio da sociedade. A palavra dita, jogada ao vento, pode desestruturar pessoas, famílias, mas, pode também ter um efeito contrário, um efeito “bumerangue”, ou seja, o feitiço virando contra a feiticeira.