Em 2004, último ano de mandato do governo Alexandre Toledo, a cidade de Penedo pôde testemunhar um dos mais civilizados gestos democráticos, que foi a constituição de uma junta de transição, que teve por finalidade e dentro da maior lisura possível, transmitir o cargo ao seu sucessor dando ciência ao máximo sobre a atual conjuntura naquela oportunidade dos direitos e deveres que o novo governo herdaria.
Naquele momento impar na vida política do nosso município, se pode constatar que a administração pública que ora se despedia, era profunda conhecedora do que significava um estado democrático.
Mister se faz, levar ao conhecimento de alguns governantes, principalmente os que irão passar os cargos aos seus sucessores, a atenção que deve ser dispensada, inclusive relacionada aos balancetes dos gastos dos recursos provenientes da esfera federal.
Nunca é demais afirmar categoricamente, que a iniciativa da criação dessa comissão de transição em qualquer circunstância torna-se essencial, porque visa de forma transparente colocar em pauta para os senhores gestores públicos, as responsabilidades e os compromissos exigidos pelas instituições de fiscalização. Porque ações dessa natureza se evitariam qualquer tipo de responsabilidade político-administrativa futuramente quer seja para quem assume o cargo, ou para quem está entregando.
Portanto, a formalidade como diz seu próprio conceito, deve prevalecer nesse caso, porque ela rege o procedimento dos indivíduos dentro do contexto-social.
Acreditamos sim, que a reciprocidade do atual prefeito Március Beltrão para com o prefeito eleito Alexandre Toledo será imprescindível para a consolidação do estado democrático e, sobretudo, para o aprofundamento e amadurecimento das relações entre os homens de caráter verdadeiramente grandioso e ponto final.
DIREITO DE RESPOSTA CORRIGENDA AO JORNAL CONEXÃO
Raul Rodrigues – rrlg12@bol.com-br O ato de escrever requer de quem o faz algumas qualidades e características, e não se deve misturar qualidade com característica, pois jamais serão iguais. Qualidade é propriedade, atributo ou condição das coisas ou pessoas das capazes, característica significa marca ou jeito de ser das pessoas que podem ser boas ou ruins, eis aí a diferença principal entre as duas palavras que podem confundir a muitos brasileiros. Pois muito bem, na edição do ano VI, de nº 66 datada de 18 de outubro do corrente ano, o Jornal Conexão Penedo, em matéria de autoria de Geraldo José, GEO, na coluna BASTIDORES, que tem como título da matéria MANIFESTAÇÃO POPULAR OU SELVAGERIA. Matéria esta que se refere ao resultado das eleições do último 05 de outubro, fazendo alusões das observações do autor da mesma, que no intento de agradar ao prefeito eleito Alexandre Toledo e desabafar seus desejos reprimidos, deixa claro o seu fanatismo e discorre muito mais pela emoção que mesmo pela razão, fazendo perder o élan jornalístico. Prova disto o segundo parágrafo da matéria que já se inicia com uma chamada indicativa do terror imposto pelos simpatizantes de Marcius. O Geo tentou ser um narrador dos fatos, mas a emoção lhe traiu e fez com que o mesmo cometesse uma série de erros tanto de natureza descritiva quanto ferindo a verdade, para não dizer usando da mentira. Os fatos acontecidos e reais são de conhecimento público, justo ser noticiados, no entanto faltou coragem ao nobre escriba para denominar a quem ele chamou de “arquitetos do mal”, se não tem coragem de nomear, não escreva ilações. No desenvolvimento do texto, o autor, teve seu momento de acerto, quando disse que nunca se viu em nossa história política ato de daquela natureza, ratifico as palavras do Geraldo José. Mas novamente Geo, envereda pelo caminho dos erros e sugere às autoridades Judiciárias tomarem as providências com relação ao caso. Pelo visto no escrito o autor da matéria imaginou ser possível não serem tomadas às merecidas providências, pelo menos é o que fica contextualizado em sua narrativa. E para finalizar esta CORRIGENDA - errata - que deveria ser feita pelo próprio Geo, saliento que nunca fui “um dos organizadores” da referida campanha, quanto à desorganização isto é fato. Todavia vale salientar que para escrever para jornal se faz necessário ter QUALIDADE e CARACTERÍSTICA, não basta querer escrever, pois o risco de fazer documento gera responsabilidades, portanto aqui deixo tanto a CORRIGENDA, quanto o reconhecimento de que Geo vem tentando se melhorar, mas deve continuar tentando.
GRAÇAS AO FIM DA PIROTECNIA Por Moraes Júnior - Bacharel em Administração, Especialista em Gestão Pública, Coordenador Geral do Sindjus
As eleições municipais em Alagoas ainda tiveram muito do velho estilo coronelista de ser em vários municípios, mas inegavelmente a grata surpresa foi o início do resgate da política como a grande arte do convencimento e da mobilização populares.
Dois fatores contribuíram em graus diferenciados para esse acontecimento: o duro golpe nas obscuras fontes de financiamento das campanhas eleitorais e o fim dos mega-comícios, eventos que por se apoiarem em apresentações de grandes estrelas da música, ficaram conhecidos como “showmícios”.
A proibição pela Justiça Eleitoral desses artifícios de propaganda, aliada à restrição a distribuição de brindes, seria o fim da participação popular nas campanhas eleitorais, profetizaram alguns. Entretanto, para aqueles que tiveram a oportunidade de participar de atividades de campanha em algumas cidades do interior de Alagoas, o que se viu foi um exemplo fantástico e emocionante de engajamento popular.
No novo cenário, por exemplo, os marqueteiros resgataram o clima de torcida associando candidaturas à determinada cor. Então, vimos a profusão de ondas: azul, amarela, vermelha, verde e tantas quantas as cores partidárias permitissem. Com um detalhe, com a proibição da distribuição de camisas pelos comitês de campanha, as pessoas compravam suas próprias camisas com a cor da bandeira do seu candidato para se engajar nas caminhadas. Que não foram poucas, mas com a presença popular garantida.
Tão emocionante quanto às caminhadas, foi testemunhar a presença do eleitorado nos comícios. Muitos deles simples, sobre caminhões velhos, som ruim e decoração humilde, como o que vi numa cidade próxima a Maceió. Entretanto, olha a comunidade lá. Sem “calcinha”, “aviões” ou “saias” o eleitor foi ver e ouvir candidatos e propostas.
Mesmo na capital alagoana, as campanhas de Heloisa Helena e de Judson Cabral, guardadas as devidas proporções, foram bons exemplos disso. Dissera-me Cabral, numa breve conversa, que a campanha era no corpo-a-corpo, “é da nossa cultura, as pessoas gostam do contato pessoal com o candidato”. E foi assim que ele chegou a frente de Solange Jurema na reta final. Feito que a ex-senadora Heloisa Helena tornou ainda mais significativo. No corpo-a-corpo e fazendo pessoalmente panfletagens em semáforos e porta de escolas, HH foi a recordista absoluta de votos para a Câmara Municipal.
Contudo, não restam dúvidas de que a compra de votos aconteceu. Ouvi relatos de pessoas que receberam por seus votos. No presente caso, que “venderam”, mas não votaram, segundo narraram. “Já arrecadei cerca de R$ 200 recebendo de diversos candidatos. No final, não votarei em nenhum deles”, contavam.
O fato é que, tudo isto somado às derrotas de vários políticos corruptos e tradicionais de Alagoas, antecipa, ainda que timidamente, mudanças na estrutura política alagoana. Novidades que o Superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, preveu só ocorrer em 2010.
Enfim, claro está que o povo ainda guarda no seu imaginário que somente aos representantes das elites foi dado o condão de governar as suas vidas. Porém, a redução da ingerência dos poderes econômico e bélico nas eleições poderá ajudar na mudança dessa concepção secular.
AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE EXIGEM ORGANIZAÇÃO
No dia 10 de julho de 2002, o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso, sancionou a lei 10.507, que cria a profissão de Agente Comunitário de Saúde, profissão exercida apenas no âmbito do SUS – Sistema Único de Saúde – e que se caracteriza pelo exercício de atividade de prevenção de doenças e promoção de saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal.
O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher alguns requisitos para o exercício da profissão, tais como: haver concluído com aproveitamento curso de qualificação básica para a formação do mesmo; haver concluído o ensino fundamental e residir na área da comunidade em que atua.
Um dos grandes problemas que aflige os Agentes Comunitários de Saúde em Penedo é o fato de não estar se respeitando um dos requisitos citados acima, que é o de residir na área de atuação. Segundo alguns agentes, estão existindo em nossa cidade, certa “desarrumação” com relação a esse requisito. Nos últimos anos, foram contratados doze novos agentes, fato que – para alguns agentes – causou essa desarrumação, gerando insatisfação no restante do grupo. Houve agentes comunitários que venderam suas residências para residir em sua área de atuação, para poder desempenhar melhor sua função. Outros pontos reclamados são a necessidade da reativação da APACS (Associação Penedense dos Agentes Comunitários de Saúde), entidade que agrupa e dá suporte à categoria, e a qualificação básica para formação do agente comunitário, que foi interrompida em todo Brasil, e até o momento só foi feito o primeiro módulo.